STF cassa liminar da prefeita e Iguaba Grande pode ter eleição suplementar

O município de Iguaba Grande poderá ter eleição suplementar assim como ocorrerá em Teresópolis neste domingo (03), Rio das Ostras e Cabo Frio no próximo dia 24. Na noite desta quarta-feira (30), o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou a liminar que mantinha a prefeita de Iguaba Grande, Grassiella Magalhães (PP), no cargo. O ministro Ricardo Lewandowski negou provimento ao recurso extraordinário que havia sido impetrado pela defesa de Grassiella

O STF entendeu que ela não poderia ter concorrido no pleito de 2016, visto que estaria exercendo o seu terceiro mandato em exercício. O fato ocorre pois, ela faz parte da família de Oscar Magalhães, que renunciou ao mesmo cargo para que ela pudesse concorrer à Prefeitura em 2012. Assim, o STF chegou a conclusão de que a eleição dela em 2016 se configura como um caso de perpetuação de uma mesma família no poder, o que é proibido pela lei.

Na época das eleições de 2016, Grassiella teve o seu registro indeferido como candidata a prefeita, mas disputou as eleições mesmo assim, vencendo posteriormente, somente sendo empossada através de uma liminar concedida pelo próprio ministro Lewandowski.

Assim que for notificado pelo STF, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedir a cassação do registro da prefeita e o consequente seu afastamento e de seu vice, Leandro Coutinho. Em seguida, o presidente da Câmara dos Vereadores da cidade, Balliester Praguer, irá assumir o cargo de chefe do executivo até as eleições suplementares.