Hope diz que não está envolvida em irregularidades no Detran e desmente MP

23.03.2018

Na quarta-feira (21), o GBNEWS publicou uma matéria sobre o envolvimento de empresas, empresários e ex-presidentes do DETRAN em licitações fraudulentas. O texto foi retirado na íntegra da página oficial do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro onde é mencionado o nome da empresa Hope

 O portal GBNEWS recebeu e-mail da Assessoria de Imprensa da empresa Hope com o seguinte texto. 

 

"Prezados,

 

Prestamos o serviço de assessoria de imprensa da empresa Hope Recursos Humanos. 

 

Gostaríamos de informar que o site foi induzido ao erro ao reproduzir a matéria da Globonews sob o título "MPRJ ajuíza ação civil contra Rei Arthur e cinco ex-presidentes do Detran-RJ". 

 

É falsa a informação de que a Hope faria parte de um grupo econômico ligado ao “Rei Arthur”.

 

A Hope Recursos Humanos esclarece que nunca prestou qualquer serviço ao Detran-RJ, com o qual nunca teve qualquer contrato. Também não tem ou teve qualquer vinculação ou ligação societária com o empresário Arthur Soares Filho ou qualquer de suas empresas, conforme anteriormente atestado pelo próprio Ministério Público. A Hope refuta tais acusações.

 

Pedimos que, com o intuito de prezar pela prática do bom jornalismo, seja suprimido o conteúdo incorreto da reportagem", concluiu o comunicado da Hope. 

 

Preservando a prática do bom jornalismo, o GBNEWS esclarece que não reproduziu a matéria da Globonews e sim do portal oficial do MPRJ conforme  repetimos o texto abaixo:

 

"MPRJ ajuíza ação civil pública contra "Rei Arthur" e cinco ex-presidentes do Detran-RJ por fraudes em licitações

 

Publicado em 21/03/2018 16:07 - Atualizado em 21/03/2018 16:06

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), ajuizou ação civil pública em face de cinco ex-presidentes do Detran-RJ, nove empresas e seis empresários, entre eles Arthur César de Menezes Soares Filho, o “Rei Arthur”. De acordo com a ação, todos estão envolvidos em um esquema de fraudes em licitações para terceirização de mão de obra para o Detran-RJ entre 2003 e 2010. Ao todo, os contratos fraudulentos e seus aditamentos ulltrapassam o montante de R$ 1,1 bilhão em valores corrigidos.

 

Os processos licitatórios eram destinados à contratação de serviços de segurança e vigilância armada, tratamento e inserção de dados, logística e mão de obra. Segundo o MPRJ, no entanto, as licitações eram realizadas apenas para dar aparência de legalidade às contratações feitas com as empresas vinculadas ao “Rei Arthur”.

 

De acordo com a ação, as fraudes consistiam no ajuste prévio de preços entre as sociedades empresárias integrantes do grupo Facility e de outros dois grupos econômicos ligados ao “Rei Arthur”, liderados pelas empresas Hope e Angel’s. Assim, as licitações eram feitas com prévia definição de quem seriam os vencedores, sempre favorecendo uma das empresas integrantes do grupo Facility.

Para o Ministério Público fluminense, os ex-presidentes da autarquia compactuaram com o esquema ao não impedir que as fraudes ocorressem ao longo de sete contratos e diversos aditamentos. Entre os ex-gestores deste período está o deputado federal Hugo Leal. O MPRJ requer a condenação dele a ressarcir os danos causados ao erário. O mesmo pedido é feito para os ex-presidentes Gustavo Carvalho dos Santos, Antônio Francisco Neto e Sebastião Faria de Souza. Os quatro, no entanto, não podem sofrer as sanções da lei de improbidade administrativa, pois já deixaram o cargo há mais de cinco anos.

 

Em relação ao ex-Presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino Boeschenstein Vieira  e Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, dentre outros, além do ressarcimento integral dos danos ao erário, o MPRJ requer a condenação por ato de improbidade administrativa, de acordo com o artigo 12 da lei 8.429/92, que prevê a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público, multa e ressarcimento integral dos danos ao erário.  A ação foi recebida pela 1ª Vara da Fazenda Pública.

 

Processo nº: 0065364-81.2018.8.19.0001"

 

 

 

 

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