Intervenção: centenas de PMs no Bloco das Poderosas

O Rio passa por uma crise de segurança sem precedentes que levou o presidente Temer a decretar intervenção federal nesta sexta-feira (16). E não é que no dia seguinte, hoje (17), 300 policiais militares foram destacados para garantir a segurança do Bloco das Poderosas, comandado pela cantora Anitta, que está desfilando desde cedo no Centro do Rio? Esse batalhão, segundo o tenente coronel PM André Caetano, segue o esquema parecido com o dos outros blocos que passaram pela cidade durante o carnaval. “Não teremos nenhuma mudança por causa da intervenção”, disse o oficial. Durante todo o carnaval e fora do carnaval, uma cidade que recebe milhares de turistas e que tem uma população em torno de 150 mil habitantes, não tem esse contingente para garantir a segurança. É só dar um pulinho em Maricá e conferir. Em entrevista a um site amigo, o responsável pela PM em Maricá, capitão Marcelo Barreto, disse que além do efetivo teve um reforço de 160 policiais militares para o carnaval, número praticamente igual ao mobilizado hoje para o bloco. Maricá recebeu cerca de 500 mil visitantes no período de momo. Realmente, a cantora do subúrbio do Rio é poderosa!

 

Pensando duas vezes

 

O democrata carioca Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, era contrário à intervenção federal na segurança do Estado do Rio. É que ele se sentiu menosprezado porque nunca foi convidado para as inúmeras reuniões em Brasília para tratar da segurança no Rio. Lembrado pelo presidente Michel Temer e pelo governador Pezão, ambos do MDB, de que estamos no ano eleitoral e que se intervenção não acontecesse iria cair na conta dele. Maia decidiu recuar, afinal de contas tentará mais uma reeleição e pensa continuar na presidência da Câmara. Temer também depende de Maia para colocar em votação e aprovar a Reforma Previdenciária.

 

Federalização

 

O ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) é contra a intervenção. “Há meses que venho afirmando que a saída para o Estado do Rio de Janeiro é a federalização do sistema de segurança pública. O governo federal optou pela saída errada: a intervenção, que em outras oportunidades já demonstrou ser ineficiente. A diferença entre as duas situações é clara. 

 

Na federalização as forças de segurança passam a ter o tratamento, não só o comando, das forças de segurança do Distrito Federal, com salários especiais, recursos e apoio integral do governo federal. Aliás, do ponto de vista histórico isso seria justíssimo, e é devido ao nosso estado desde a transferência da capital. A intervenção é um mero paliativo para acalmar a população diante dos desastres cometidos na área de segurança pelos governos de Sérgio Cabral e Pezão. 

 

Como venho afirmando há anos a implantação das UPPs desorganizou o sistema de segurança precário que existia no Rio. Foram abandonadas as delegacias legais, os cursos de formação de policiais, o policiamento ostensivo, como o GETAM (Grupamento Especial Tático Móvel) e outros”, explicou Garotinho que pensa em voltar ao Palácio Guanabara. 

 

Estacionamento prioritário

 

Os idosos e os portadores de necessidades especiais poderão ser beneficiados com a gratuidade de duas horas em qualquer vaga pública sujeita a cobrança. É o que prevê o Projeto de Lei de autoria do presidente da Câmara de Petrópolis, vereador Paulo Igor (MDB), que aponta para a necessidade de melhoria real na questão da mobilidade urbana. A matéria foi votada e aprovada por unanimidade em primeira discussão. Somente terão acesso ao direito os portadores de deficiência e os idosos que já possuem acesso as vagas demarcadas para tal finalidade. O projeto define que, após o término do prazo continuo de duas horas, o usuário deverá pagar o valor relativo ao tempo excedido.

 

Recesso

 

Os nobres deputados estaduais, federais, senadores e vereadores estão curtindo o último fim de semana do recesso parlamentar do início do ano legislativo. Semana que vem retornam ao batente de olho nas eleições de outubro quando a maioria tentará a reeleição. Também estão atentos a janela que será aberta em março para a troca de partido sem o risco de perder o mandato com a infidelidade partidária.

 

Voos mais altos

 

Vereadores que estão ocupando cargos no executivo municipal retornarão à Câmara até o início de abril, caso queiram alçar voos mais altos. É o caso de Jorge Castor (PT) e Robson Dutra (Podemos) que pensam trocar Maricá por Brasília. Agora tem vereador que está de olho numa cadeira da Alerj, como o Dr. Felipe Auni (PSD), Felipe Poubel (DEM) e Chiquinho (PP), entre outros. O recesso em Maricá termina na segunda-feira (19) com sessão ordinária a partir das 10 horas.

 

Imunidade

 

O que tem de político e empresário que vai disputar as eleições de outubro para conseguir a imunidade (impunidade) parlamentar e o foro privilegiado não está em nenhum gibi. Um deles é o ex-mais rico do Brasil, Eike Batista que está enrolado até a alma com a Operação Lava Jato. Vai tentar o senado e sendo eleito, terá mandato de 8 anos tempo suficiente para se articular e escapar dos processos.

 

 

 

 



 

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