Políticos buscam caminho mais fácil para garantir foro privilegiado

                                          Câmara Federal a salvação para quem tem problemas com a justiça

 

O ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato ao Palácio Guanabara, que foi sacado do PR, está tentando se filiar ao PDT de Carlos Lupi, mas está difícil. Tem gente importante dentro do partido que não vê com bons olhos o retorno do menininho de Campos dos Goytacazes, que inclusive ofereceu a filiação do filho Wladimir, chefe de gabinete do deputado Bruno Dauaire (PR). Como precisa de foro privilegiado, Garotinho sabe que o caminho mais curto é voltar para a Câmara Federal, onde chegou, em um mandato  com cerca de 700 mil votos. O ex-governador, ex-prefeito de Campos, ex-deputado estadual, ex-candidato a presidente da República, ex-amigo de Sergio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Jorge Picciani e Paulo Mello está condenado a quase 10 anos de prisão por crime eleitoral e aguarda o julgamento do recurso em liberdade.

 

Quem voltou ao PDT foi o deputado estadual Paulo Ramos que esteve nos últimos anos no Psol. O parlamentar é um dos que não quer ver de perto nem a sombra de Garotinho, o mesmo acontecendo com a deputada Cidinha Campos, hoje muito amiga e grata ao ex-governador Sergio Cabral, condenado a mais de 87 anos de cadeia por corrupção, formação de quadrilha e outros crimes.

 

No PT, o presidente regional Washington Quaquá, ex-prefeito de Maricá, vai mesmo disputar uma cadeira na Câmara Federal. Desistiu de se candidatar ao Senado e como é um homem de pesquisas, deve ter tomado conhecimento de que não teria nenhuma chance. Quaquá precisa urgente de um mandato para garantir a imunidade ou impunidade, como queiram. Mas antes ele tem que reverter o quadro jurídico e voltar a ser elegível.

 

Com essa decisão, o senador petista Lindberg Farias tem as portas abertas para tentar uma reeleição e garantir mais oito anos de foro privilegiado. Lindberg está sendo investigado pela Operação Lava Jato e sabe muito bem que quando foi eleito para o senado o cenário político era outro, com o presidente Lula colocando o PT nas alturas. Hoje, a situação é bem diferente e não será surpresa se decidir conquistar uma cadeira na Câmara Federal, caminho mais fácil para também garantir foro privilegiado.

 

 

 

 

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