A política podre instalada no Rio de Janeiro


A cada dia que passa surgem fatos novos envolvendo políticos do Rio de Janeiro. Como todo mundo já sabe, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) é uma péssima patroa, não respeita as leis trabalhistas e vai assumir na próxima terça-feira o Ministério do Trabalho. Filha do delator do mensalão no governo Lula (PT), Roberto Jefferson (presidente nacional do PTB), Cristiane não assinou a carteira profissional de dois motoristas particulares que serviram a sua família, foi processada na justiça do trabalho e terá que indenizar um em R$ 60 mil e o outro em R$ 14 mil. Ela diz que é inocente e respeita a justiça do trabalho. Ah, o nome dela já apareceu numa delação premiada na Operação Lava Jato.


Suplente condenado

Como vai deixar a Câmara Federal, Cristiane será substituída pelo suplente Nelson Nahim (PSD), que foi condenado a 12 anos de prisão por exploração de meninas de 8 a 17 anos, que eram drogadas e estupradas numa casa em Guarus, no município de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Nahim (foto) jura que é inocente e recorreu da sentença. É inimigo mortal do irmão, o ex-governador Anthony Garotinho (presidente regional do PR), condenado a quase 10 anos de prisão por crime eleitoral. Outro que jura inocência e após passar curta temporada no xadrez em Bangu, também está em liberdade aguardando o julgamento do recurso.


Presídio vip

Em Benfica, estão “hospedados” no presídio vip, integrantes da cúpula do PMDB fluminense, o ex-governador Sergio Cabral Filho, o presidente da Alerj Jorge Picciani, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Paulo Mello, o líder do governo na Alerj Edson Albertassi e os ex-secretários de Estado Hudson Braga, Sergio Cortes e Wilson Carlos. O ex-secretário chefe da Casa Civil de Cabral, Regis Fichtner foi preso, mas conseguiu habeas corpus e responde em liberdade. Na foto acompanhados por agentes federais, Picciani, Mello e Albertassi rumo a cadeia.


Justiça sendo feita

Todos são acusados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção, mas juram de pés juntos que são inocentes e que a justiça será feita. E está sendo feita mesmo. Sergio Cabral foi indiciado pela 20ª vez na Operação Lava Jato e tem condenação de mais de 80 anos de prisão, por enquanto. Em seus depoimentos na justiça federal, o ex-governador afirma e reafirma que nunca recebeu propina, e sim “doação para campanha eleitoral”.


Finalizando, não podemos esquecer que continua preso e condenado o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, também integrante das fileiras do PMDB de onde foi expulso. Picciani, Cabral, Mello e Albertassi continuam no partido, que após o recesso da justiça eleitoral voltará a ser MDB, com a intenção de querer confundir o eleitorado brasileiro, sujando a memória do "Diretas Já" Ulysses Guimarães.