Natal de Cabral: no lugar de Moet Chandon, refresco e no do perú, pedaço de frango

O ex-governador condenado a mais de 80 anos de prisão

não recebeu visitas nesse domingo (24) e também continuará

sem ver os filhos, mulher e amigos hoje, Dia de Natal

O programa Fantástico deste domingo (24), da Rede Globo,  fez uma reportagem sobre o primeiro Natal do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) na cadeia. No lugar de um restaurante chic em Paris ou no seu belo apartamento do Leblon, na Zona Sul do Rio, passou a véspera e passa hoje o dia de Natal sem receber visitas.

 

A ceia foi bem diferente da que costumava usufruir com o dinheiro obtido através da corrupção com a sua quadrilha com pernil, peru,  arroz com passas,  lombo, bacalhau e camarão vg. A data foi festejada com carne ou frango com arroz, feijão, macarrão e salada. No lugar do Champagne Moet Chandon servido  em taças de cristal, Cabral degustou refresco em copo descartável.

 

Cabral está cumprindo condenações que chegam a 80 anos de prisão e responde a outros 13 processos, todos sobre corrupção, formação de quadrilha etc. Está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, reformada pelo seu amigo o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para receber os presos na Operação Lava Jato.

 

Quanto a sua mulher, Adriana Ancelmo,  condenada a mais de 18 anos de cadeia, foi beneficiada por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes, que substituiu a prisão preventiva por domiciliar. Adriana teve uma ceia bem melhor do que a de Cabral. Ela mora no Leblon, Zona Sul do Rio.

 

O ex-governador Anthony Garotinho (PR) e sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho (PR) também foram beneficiados por decisões de Gilmar Mendes, agora como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois estão envolvidos em crime eleitoral, mas não utilizam tornozeleiras eletrônicas e muito menos são obrigados a ficar confinados em casa.

 

Esta semana, o presidente Michel Temer assinou o decreto de indulto de Natal que prevê a redução e até a extinção de diversos tipos de sentença. Para os condenados por corrupção que tiverem cumprido pelo menos um quinto da pena pode ser o último Natal atrás das grades.

 

O decreto foi criticado por integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e também pela Transparência Internacional, que afirmou que o indulto facilita a concessão de perdão total a condenados por crime de corrupção.

 

 

 

 

 

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