Justiça perde para a política no Rio: 39 a 19

17.11.2017

Os deputados do Estado do Rio de Janeiro precisaram de poucas horas para derrubar a decisão de manter na cadeia o presidente da ALERJ, Jorge Picciani e mais os deputados Paulo Mello, ex-presidente da ALERJ e ex-secretário de estado de Governo de Pezão, e o líder do governo Edson Albertassi,  que também era presidente da Comissão de Constituição e Justiça do legislativo fluminense. Todos são do PMDB assim como o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o ex-governador Sergio Cabral, que também estão presos graças a Operação Lava Jato. Nisso tudo, o deputado Paulo Ramos pode ser expulso do PSOL.

 

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Como os deputados passaram poucas horas – um pernoite  – no presídio vip de Benfica, não devem ter tido tempo suficiente para matar as saudades de seus companheiros de “política corrupta” como o ex-governador Sergio Cabral, condenado a mais de 70 anos de prisão e que festeja hoje um ano de reclusão. Como ele é o xerife da área, com certeza a festinha deve estar rolando solta, embora não seja igual a que aconteceu com a Gang do Guardanapo em Paris. Isso sem falar nos momentos que tiveram para trocar ideias e se rearticularem nesse mundo corrupto que vivem de braços dados com alguns empreiteiros e empresários de transportes rodoviários. Aliás, na área de transportes também estão na cadeia o rei dos ônibus do Rio, Jacob Barata Filho, e o ex-presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, além do filho de Picciani, Felipe, que não é político, mas que comandava todas as empresas da família e é acusado de lavagem de dinheiro.

 

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Em Benfica, também estão por lá os ex-secretários de estado Wilson Carlos (Governo), Sérgio Cortes (Saúde), Hudson Braga (Obras) e outros integrantes da gang que participaram do governo de Sergio Cabral e, alguns, da atual administração do governador Luiz Fernando Pezão.

 

Além da Justiça ter decretado a prisão desses três deputados estaduais (Picciani, Mello e Albertassi), determinou ainda que eles sejam afastados das suas atividades parlamentares e que nem cheguem perto da Assembleia Legislativa. Isso me faz lembrar o caso de Aécio Neves, o tucano mineiro que foi afastado das funções de senador pela justiça e que voltou de mala e cuia graças aos seus pares do Senado Federal.

 

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As manifestações na tarde de hoje em frente à Assembleia Legislativa no Centro do Rio foram tímidas, tal era a importância da sessão extraordinária convocada à toque de caixa e que foi presidida pelo vice, Wagner Montes (PRB). Afinal de contas, os deputados amiguinhos, principalmente do todo poderoso Jorge Picciani, tinham que mostrar solidariedade colocando-os fora do cárcere.

 

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E a Executiva do PSOL, partido de oposição, vai se reunir para discutir se o deputado Paulo Ramos será ou não expulso da agremiação. Ele não seguiu a orientação partidária e votou a favor da derrubada dos mandados de prisão dos seus três companheiros de plenário.

 

Votaram a favor da derrubada da prisão 39 deputados, 19 foram contra e um se absteve.

 

Essa é a política que vivemos no Rio de Janeiro. Será que o povo vai se lembrar disso tudo nas eleições de outubro de 2018?

 

 

 

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