Cabral é réu em mais um processo agora ao lado de Arthur Nuzman

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que continua filiado ao PMDB, mesmo condenado a mais de 50 anos de cadeia por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha etc, passa a responder a mais um processo na Lava Jato. É o 16º, agora acusado da compra de votos para a Rio 2016

Foto: Veja

Sergio Cabral continua preso e Arthur Nuzman consegue a liberdade

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, Arthur César de Menezes Soares Filho (o Rei Arthur) e Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), por corrupção devido à suspeita de compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede olímpica em 2016.


Também são réus no processo - resultante das investigações que levaram à Operação Unfair Play - o ex-diretor do COB Leonardo Gryner, o ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, e seu filho Papa Massata Diack. Como os dois últimos são estrangeiros, o juiz Bretas determinou que o processo seja desmembrado para que ambos possam ser citados no país em que residem.


De acordo com a denúncia do MPF, Cabral, Nuzman e Gryner solicitaram diretamente a Arthur o pagamento de US$ 2 milhões para Papa Diack, para garantir votos para o Rio de Janeiro na eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o que configura corrupção passiva.


"Verifico, ainda, estarem minimamente delineadas a autoria e a materialidade dos crimes que, em tese, teriam sido cometidos pelos acusados, o que se afere do teor da documentação que instrui a exordial, razão pela qual considero haver justa causa para o prosseguimento da ação penal", escreveu Marcelo Bretas em seu despacho desta quinta-feira (19).


Arthur Nuzman que estava preso em Benfica, conseguiu no STJ o habeas corpus e vai curtir a prisão na sua bela mansão do Rio, com algumas medidas cautelares.