Albertassi protocola na ALERJ projeto para proibir 'erotização infantil'

04.10.2017

Documento foi protocolado em meio a polêmicas de performance

do MAM e da mostra "Queermuseu", vetada no RS e no Rio e Picciani

 é quem decide se vai ou não para a ordem do dia

Mãe e filha manipulam o corpo nu de Wagner Schwartz (Foto: captura de vídeo)

 

Após quase três meses de licença médica para tratar de um câncer, o deputado Jorge Picciani (PMDB) retornou hoje (04/10) a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele tomou conhecimento de um projeto de lei que foi protocolado nesta quarta-feira (4) pedindo a proibição de exibições culturais que façam apologia à "erotização infantil" e à "pedofilia" em equipamentos públicos do estado.

 

A ação ocorre em meio à polêmica e protestos com a performance do artista Wagner Schwartz, tocado nu por uma criança no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, e com a exposição "Queermuseu. Algumas imagens da mostra, cancelada em Porto Alegre, foram consideradas ofensivas por pessoas que classificam o conteúdo como um "incentivo à pedofilia, zoofilia e contra os bons costumes".

Obra da exposição 'Queermuseu', fechada pelo Santander Cultural em Porto Alegre

(Foto: RBS/Reprodução)

 

Na terça-feira, 40 dos 70 deputados assinaram uma moção de repúdio contra a "Queermuseu". O PL é de autoria do deputado Edson Albertassi (PMDB) e ainda não tem data para ser votado. A colocação na ordem do dia depende do aval do presidente da Casa.

 

A proposta de Albertassi não cita diretamente nenhuma das polêmicas recentes. O texto diz que o Estado "tem o dever de proteger os cidadãos contra qualquer tipo de violação aos seus direitos humanos". Cita também a zoofilia, o uso de drogas e o vilipêndio aos símbolos e crenças religiosas.

 

 

 

 

 

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