Simulação do Detran chama atenção para perigo da pressa no trânsito

Uma simulação de acidente realizada pelo Detran na tarde desta segunda-feira (18/09) chamou a atenção de quem passava pela Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, para alertar sobre os riscos que pedestres e motoristas correm devido ao excesso de velocidade e à desatenção nas ruas. Na encenação, vítimas de um atropelamento eram atendidas por bombeiros, caracterizadas com ferimentos graves

Foto Sebastião Gomes

A ação foi realizada por volta das 16h30m, na pista lateral em direção ao Centro, a cerca de 50 metros da faixa de pedestres próxima à esquina com a Avenida Rio Branco. Uma das faixas de rolamento foi fechada pela CET-Rio durante 15 minutos. Tempo suficiente para agentes da Coordenadoria-Geral de Educação do Detran distribuíssem folhetos com informações sobre segurança no trânsito para os diversos curiosos que se juntaram para assistir ao resgate.


— Achei mesmo que fosse um acidente de verdade, tal a dramatização das vítimas. Esse tipo de ação tem que ser energética mesmo para mobilizar as pessoas — disse o gerente de loja Bruno Parcelle, de 23 anos, que filmou a ação com o telefone celular.


— Pensei que era de verdade mesmo. Acho que tem de ser assim, com as pessoas gritando de dor, para conscientizar a todos e chamar a atenção de todos na hora de atravessar a rua — contou a copeira Célia Regina do Nascimento, de 45, aflita com as vítimas.


Assim que o Grupamento de Socorro de Emergência chegou ao local, as vítimas — que eram estudantes da Universidade Estácio de Sá — foram imediatamente imobilizadas e postas em macas no meio do asfalto, enquanto agentes de educação do Detran estendiam faixas explicando que se tratava de uma simulação e alertando para a campanha. Numa delas, lia-se o slogan "A pressa pode encurtar a vida".


— Muitas pessoas saem às ruas como se estivessem disputando espaço com as outras, mas não pode ser assim. Queremos que todos se respeitem nas ruas do Rio de Janeiro — explicou o coordenador-geral de educação do Detran, João Antônio Barros.


No folheto distribuído pelo Detran, quem passava pelo local aprende que se deve atravessar uma rua somente na faixa de pedestres e que discar um número de telefone, por exemplo, custa cinco segundos de desatenção ao volante, tempo necessário para percorrer 140 metros a 100km/h e provocar uma tragédia, como um atropelamento.


A simulação contou com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Estácio de Sá e da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).