Base de Pezão rachada para aprovar contas rejeitadas pelo TCE

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) tem até semana que vem para mostrar que é bom articulador político para conseguir aprovar suas contas de 2016 na Alerj, que foram rejeitadas em 30 de maio pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Caso contrário, terá que fazer um cursinho super intensivo com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), que conseguiu manter-se no cargo graças ao toma lá dá cá com os deputados federais. Caso contrário, pode sofrer impeachment

Foto JB

Chegou a horta de Pezão mostrar se é bom articulador político

Por enquanto, além da oposição, 16 dos 40 deputados da base governista afirmam que não vão aprovar as contas que já foram rejeitadas pelo TCE.


Seguindo o péssimo exemplo da Brasília, alguns deputados aproveitam a corda no pescoço de Pezão para tirar algum proveito, como cargos e indicações de obras em seus redutos eleitorais.


Rejeição das contas:

O TCE-RJ decidiu por unanimidade, no dia 30 de maio, recomendar à Assembleia Legislativa (Alerj) a rejeição das contas de 2016 do governo estadual. No ano passado, a gestão foi dividida entre o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) - que se afastou por alguns meses para tratamento médico e seu vice, Francisco Dornelles (PP). (foto)


"Lamentavelmente não há o que se fazer com as contas a não ser rejeitar", disse na época, o conselheiro Rodrigo Mello do Nascimento em seu voto.


Cabe aos deputados estaduais decidirem se rejeitam as contas, seguindo o parecer do TCE, ou se as aprovam, mesmo contra o entendimento da Corte. Em caso de rejeição das contas em plenário, fica caracterizado o crime de responsabilidade do governador, o que possibilita a abertura de um processo de impeachment na Assembleia.


A última vez que o TCE emitiu parecer contrário as contas do estado foi em 2003, em julgamento referente ao ano de 2002 - ano em que Anthony Garotinho, na época no PSB, começou à frente do governo, mas saiu em abril para dar lugar a Benedita da Silva (PT). Na ocasião, a Alerj, apesar do parecer contrário, aprovou as contas do governo.