Rogério Onofre se entrega e é vizinho no xadrez do ex-chefe Sergio Cabral

27.08.2017

Considerado foragido, já está no xadrez o ex-presidente do Detro-RJ Rogério Onofre que foi preso em 3 de julho e libertado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, na terça-feira (22/8). No dia seguinte, a Procuradoria da República, no Rio, pediu novamente a prisão porque Onofre vinha fazendo ameaça de morte a antigos parceiros de corrupção.

 

                                                                   Foto Último Segundo

Onofre se entregou a polícia neste sábado (26/8). Ele foi alvo de um novo mandado de prisão do juiz federal da 7ª Vara Federal, do Rio, Marcelo Bretas, na Operação Ponto Final, desdobramento da Operação Lava Jato que prendeu a cúpula do transporte no Rio de Janeiro.

 

O ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro-RJ) acusado de ter recebido R$ 44 milhões de propina, após ser beneficiado pelo habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, indicou sua casa em Paraíba do Sul, cidade do sul fluminense que foi prefeito, como residência familiar, mas não foi encontrado neste local.

 

Segundo o advogado Yuri Sahione, que defende Rogério  Onofre,  ele se sentiu inseguro após sair da cadeia por isso não foi para a sua residência.

 

O novo mandado de prisão foi decretado pelo juiz Marcelo Bretas no início da tarde. O magistrado justificou o pedido a "indícios suficientes que apontam para a autoria de crime de ameaça e possível delito de obstrução da Justiça".

 

O Ministério Público Federal informou a Bretas que às 7h da quarta (23/8), a defesa do investigado Nuno Coelho entregou aos investigadores uma mensagem e um áudio, que continha a ameaça de Onofre - supostamente feita antes de o ex-presidente do Detro ser preso.

 

"Vê se você me arruma o meu dinheiro aí, dá um jeito, vocês não estão dando solução de nada, vocês não estão conversando, vocês têm imóveis aí não dão nada, vocês não se…. Vocês devem estar agora… O que vocês devem estar fazendo?", diz Onofre no áudio. "Vocês ainda não foram… morreram… porque eu quero receber, mermão. Agora eu tô percebendo que vocês não vão pagar mesmo, aí então… nós vamos resolver isso de… f*! Pelo menos eu esqueço essa merda aí."

 

Rogério Onofre está no presídio de Benfica, onde se encontra preso o seu chefe, o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), condenado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

 

 

 

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