Má distribuição de empregos e serviços prejudicam moradores da Região metropolitana

24.08.2017

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro, composta por 21 municípios, é a segunda maior do país, abrigando 78% da população total do estado. Entretanto, 75% dos leitos hospitalares e 85% das vagas de emprego estão localizados no núcleo central da área. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (24/8) pela Câmara Metropolitana de Integração Governamental, durante reunião das comissões de Economia, Trabalho, Saneamento Ambiental, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o Fórum Permanente de Desenvolvimento Econômico da Casa.

 

                                                                                      Fotos Octacílio Barbosa

Para o deputado Carlos Roberto Osório (PSDB), o diálogo é a saída para integrar os municípios e melhorar a distribuição de empregos e serviços básicos na região. “A Região Metropolitana é uma só. Não adianta cada cidade fazer o seu planejamento sem dialogar com os vizinhos. Sendo assim, o Governo do Estado e Assembleia Legislativa devem agir como agentes integradores."

Desafios

 

Além da concentração de empregos e dos leitos hospitalares na metrópole, a baixa densidade populacional nos municípios periféricos é uma preocupação dos especialistas. O estudo aponta que, a cada ano, o território que forma a Região Metropolitana do Rio se expande de 25 a 30 quilômetros quadrados. Contudo, a população não se distribui de forma equilibrada.

 

“A população está dispersa nas regiões periféricas. Isso encarece a construção e manutenção da infraestrutura necessária para oferecer serviços básicos”, explica Vicente Loureiro, diretor executivo da Câmara Metropolitana e arquiteto.

 

Segundo ele, a baixa densidade demográfica afeta também o sistema de transporte público da Região Metropolitana. O tempo de deslocamento para a população que vive nessa área e trabalha em municípios vizinhos é o maior do Brasil.

 

“Estamos em busca de alternativas para construir novas centralidades, além do núcleo principal do Rio, trazendo serviços básicos e postos de trabalho para outras localidades. Dessa forma, poderemos diminuir o número de viagens para o centro metropolitano que sobrecarregam o transporte público."

 

Participação Legislativa

Geiza Rodrigues, subdiretora-geral do Fórum Permanente, explica que o estudo apresentado faz parte do Plano Estratégico da Região Metropolitana. O material servirá como base para um projeto de lei que criará a Agência Metropolitana. A medida legislativa deverá entrar em pauta no início de 2018.

 

“Hoje, retomamos o planejamento e trouxemos alguns resultados que vão compor o projeto de lei que será encaminhado à Casa. Por isso, queremos incluir o parlamento nessa discussão para mostrar a importância desse debate. Afinal, grande parte do que está sendo planejado já tem sido discutido na Casa, como o transporte hidroviário e o Arco Metropolitano."

 

 

 

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