A rotina dos assaltos nos ônibus que ligam o Rio a Maricá


Viajar nos ônibus da Viação Nossa Senhora do Amparo na ligação Rio-Maricá virou aventura e nada é feito para acabar com a tormenta dos passageiros que pagam passagens caríssimas e não tem qualquer tipo de segurança. A empresa de ônibus deveria fechar um convênio com as delegacias policiais de Benfica e de Maricá para que disponibilizem funcionários exclusivamente para que seus passageiros registrem os assaltos.


Os assaltos quase que diários são praticados sempre por dois homens armados que entram nos ônibus na altura do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na Zona Portuária do Rio. Um rende o motorista que é obrigado a seguir em direção a Avenida Brasil e o outro faz a limpa nos passageiros, que entregam todos os seus pertences diante de um revolver ou pistola, além das ameaças de morte.


Ontem, cerca de 50 passageiros que estavam no ônibus que fazia a ligação Castelo-Maricá ficaram sem carteiras e celulares. O registro policial foi feito na 82ª DP (Centro de Maricá) quando na verdade deveria ter sido procurada a delegacia policial que cobre a área da Zona Portuária do Rio, onde foi praticado o crime.


Parece vídeo tape mas não é, mesmo assim nada é feito para acabar com essa rotina ingrata dos passageiros da Viação Nossa Senhora do Amparo, empresa que detém o monopólio do transporte intermunicipal e municipal em Maricá.


Tabela de preços:

A passagem dos ônibus (tarifa) que ligam Maricá e Itaipuaçu ao Castelo ou Candelária custa R$ 20,00. Já na ligação Castelo-Ponta Negra, o passageiro paga R$ 22,00. Em qualquer trajeto, no Bilhete Único a passagem sai por R$ 8,00. A diferença quem paga é o Estado. A empresa não tem qualquer tipo de prejuízo.

No itinerário menor, Maricá e Itaipuaçu com destino a Niterói, a passagem no ônibus tarifa custa R$ 15,70 e no Bilhete Único, os mesmos R$ 8,00.