Mar invade casas e comércio em Atafona, no Norte Fluminense

22.06.2017

                                                                                                             fotos divulgação

 

O avanço do mar em Atafona, litoral de São João da Barra – que há décadas vem deixando um rastro destruição – voltou a se intensificar nesses primeiros meses de 2017, sendo motivo de uma mobilização na busca de solução para o problema. A Prefeitura de São João da Barra, representada pela Secretaria de Meio Ambiente, se aliou aos movimentos criados pelos moradores e frequentadores da praia e lançou, no sábado, 17, no aniversário da cidade, um abaixo-assinado, que está disponível no site http://www.sjb.rj.gov.br e em um estande durante os festejos de São João Batista.

 

Para ter uma dimensão do estrago que ocorre ao longo dos últimos 50 anos, cerca de 14 quarteirões de Atafona já foram destruídos pelo processo erosivo e a ação das ondas do mar. O cálculo é do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Não por acaso, a Defesa Civil de São João da Barra recentemente deu início a novo processo para diminuir os impactos do avanço do mar.

 

A meta é atingir, pelo menos, 20 mil assinaturas para que o documento seja enviado aos Ministérios das Cidades, da Integração Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Governo do Estado e Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Com a iniciativa, o poder público municipal e a sociedade esperam sensibilizar as autoridades competentes para uma análise emergencial e que medidas sejam tomadas para solucionar de forma definitiva a situação, se estendendo à praia do Açu, onde o avanço também vem acontecendo de forma recorrente.

 

Ao participar no sábado de uma manifestação pacifica junto à população durante os festejos de aniversário da cidade, a prefeita Carla Machado (PP) ressaltou que, além do movimento unindo Prefeitura e população, já existe todo um esforço da atual administração no sentido de obter o licenciamento dos órgãos ambientais e para angariar recursos que possam tirar do papel um projeto já elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) em Atafona.

 

"Precisamos do apoio financeiro do Governo Federal, até porque a costa brasileira é de responsabilidade da União e o valor estimado da obra torna inviável sua realização pela Prefeitura. Sabemos da gravidade da situação, do que vêm passando as pessoas que possuem comércio ou que residem próximo à área atingida e dos prejuízos já contabilizados em decorrência do fenômeno. É necessário que esse clamor ecoe cada vez mais alto nos ouvidos das autoridades", disse Carla Machado.

 

A prefeita ressaltou, ainda, que recentemente entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cópia do projeto do INPH e que vem buscando apoio junto à bancada fluminense no Congresso Nacional visando a captação de recursos. 

 

Soluções

 

Para a Prefeitura de São João da Barra, existem duas soluções para conter o avanço do mar. Uma delas, a execução do projeto de Proteção e Restauração da Praia de Atafona, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). Orçado entre R$ 140 milhões e R$ 180 milhões, contempla sistema de estruturas de proteção com nove espigões enraizados na praia e um aterro hidráulico.

 

Outra solução é a dragagem de trecho do Rio Paraíba do Sul, especificamente na Ilha do Cardoso, para amenizar os problemas causados pelo assoreamento e a diminuição hídrica, que fazem com que o mar avance sobre as águas do rio e ocasionem o processo erosivo da região. A dragagem, porém, aguarda parecer técnico do Instituto Estadual do Ambiente — Inea. “Com a obstrução, ocorre a diminuição do fluxo da água até a foz, facilitando o avanço do mar no Pontal”, esclarece o secretário de Meio Ambiente, Alex Firme.

 

 

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