Um palco para artistas de todos os lugares

10.06.2017

                                                           Sonhar-se Mundo                     fotos divulgação

 

A Escola Fábrica, espaço cultural administrado pela Oficina Social de Teatro (OST), fará uma verdadeira maratona de espetáculos nos meses de junho, julho e agosto, encenados por grupos Niterói e São Gonçalo que fizeram residência artística na OST. Os quatro grupos participaram de uma curadoria desenvolvida no final de 2016 para escolher as encenações que farão parte de sua temporada de 2017.

 

O critério de escolha das montagens recaiu sobre a temática dos trabalhos e a adequação dos mesmos ao espaço cênico oferecido pela Escola Fábrica. Entre as apresentações, uma é  voltada para crianças, e as outras três outras são voltadas para o público adulto. 

 

Abaixo detalhes sobre as montagens:

 

Sonhar-se Mundo é um projeto de contação de histórias que surgiu do desejo de despertar leitores brincantes do mundo.  As contadoras Camila Barra e Nathalia Cantarino construíram, a partir de diferentes causos e vivências, duas diferentes histórias: Maria Menina e João Moço, menino dos pés dançantes. Os contos ganham corpo através de imagens, músicas e danças. 

As duas histórias possuem algo em comum. Os dois jovens vivem aventuras, que os levam a um processo de autodescoberta e libertação. Nos dias 4 e 11 de junho, será contada a história de Maria Menina, e no dia 25 de junho, João Moço, Menino dos pés dançantes.

Destinado especialmente ao público infantil, o projeto traz a semente do empoderamento. O desejo em cada contação é incentivar a criança a valorizar sua singularidade, ser o que desejar e, nesse caminho, poder se relacionar com o mundo, tornar-se mundo. 

 

Sinopses

 

MARIA MENINA

 

4 e 11 de junho, às 16h30

 

Um dia nasceu Maria Menina. Na cabeça dela crescia um cabelo que dava voltinha, se embaraçava, ocupava espaço, era um cabelo muito faceiro, cheio de vontades e opiniões próprias. Mas na cidade que Maria nasceu, todos tinham medo de cabelos como aquele e, por isso, sua tia o prendeu bem firme para que ele não se esparramasse por aí. Era oficial: Maria Menina tinha o cabelo Mão de Tia. Com o tempo, Maria Menina foi surpreendida por uma dor de cabeça que não passava. Decidiu então se aventurar em busca da cura para sua dor, passando por caminhos de descobertas do mundo e de si mesma

 

JOÃO MOÇO, MENINO DOS PÉS DANÇANTES

 

25 de junho, às 16h30

 

Em meio ao caos da metrópole dançava um menino chamado João Moço. Só que algo inusitado acontecia quando o rapaz dançava: ele crescia, de pouco a pouco, até ficar gigante. Logo o menino virou notícia nos jornais da cidade e todos falavam sobre ele. Muito tímido e repreendido pelas críticas que recebia, o menino decidiu parar de dançar, deixando de fazer o que mais gostava. Até que um dia, surgiu uma criatura gigante que aterrorizou a cidade com seu tamanho e grunhidos. E apenas uma pessoa especial poderia ficar gigante para resolver a situação.

 

Ficha Técnica

 

Contadoras| Textos

Camila Barra e Nathalia Cantarino

 

Realização: Sonhar-se Mundo

 

Serviço 

 

Maria Menina
Dias 4 e 11 de Junho 
Domingos, às 16:30

 

João Moço, meninos dos pés dançantes
Dia 25 de Junho 
Domingo, às 16:30

 

 2 HOMENS E  1 DINHEIRO

 O espetáculo foi concebido a partir do esquete de mesmo nome, criado em 2014. Assim como a cena curta, o espetáculo mantém a proposta de intercâmbio entre palhaçaria e narrativa física. Desde o início, a intenção do grupo em unir essas linguagens foi explorar as possibilidades criativas dos atores, como palhaços, dentro do campo narrativo físico, considerando a ausência de comunicação verbal.

 

As principais referências estudadas foram: o grupo "El Tricicle" da Espanha, Mr. Bean, o Gordo e o Magro e o espetáculo "De malas prontas" da Cia Pé de Vento de teatro. A dramaturgia foi construída por meio de jogos e exercícios de improvisação, tendo como impulso criador a mesma premissa empregada no filme argentino " Relatos Selvagens", de 2014. As músicas que atravessam o espetáculo atuam como um importante elemento, que dialoga diretamente com os palhaços na construção de várias gags. Neste caso, a comicidade é gerada tanto pelo sincronismo dos movimentos em relação aos nuances das músicas, quanto pelos momentos que fazem referência à cenas clássicas do cinema, embalados por sua trilha sonora original. 

 

O esquete 2 homens e 1 dinheiro (que resultou no espetáculo), teve sua estreia no Sarau das Artes da ETET Martins Penna e, na mesma semana, foi apresentado no Festival Integrado de Teatro da UNIRIO (FITU), e no Festival de Teatro arte em cena, em Volta Redonda. A primeira apresentação profissional foi em janeiro de 2015, no 3º Festival Ziembinski de esquetes (neste festival a cena ganhou o prêmio especial do júri). No ano seguinte, o esquete participou do 6º FESTU, sendo um dos finalistas, recebendo três indicações: melhor figurino, melhor esquete júri popular e melhor ator para Cássio Duque, que levou o prêmio para o grupo.

 

Sinopse

 

2 Homens e 1 Dinheiro é um espetáculo cômico, passado em um ponto de ônibus. A dramaturgia é contada através da linguagem do palhaço e da narrativa física. O conflito gira em torno de dois homens, que após uma brincadeira mal-sucedida, disputam o único dinheiro restante para pagar o transporte.

 

O trabalho possui fortes referências cinematográficas e tem como finalidade mostrar, a partir de uma leitura nonsense, o quão irracionais e sádicos podemos ser quando submetidos a situações de desvantagem e competitividade, proporcionando ao espectador divertimento e reflexão social.

 

Ficha técnica

 

Autoria e direção: Melan Cia

Orientação de linguagem: Filipe Codeço

Iluminação: Akauã Santos

Figurino: Juliana Cardoso

Maquiagem: Talita Bildeman

Operador de luz: Ana Rosa Oliveira

Operador de som: Isabour Estevão

Elenco: Akauã santos e Cássio Duque.

 

Serviço

 

1, 8 e 15 (sábados) de julho, às 20h

Ingressos: R$ 20 / R$ 10

 

DAMA IN VITRO

 Dama in Vitro com sua delicada ironia, vem perguntar: O que é ser mulher?
 

A atriz-performer é veículo motivador da presença de mulheres que já foi ou que poderia vir a ser um dia, descortinando os espaços destinados à mulher diante da opressão patriarcal. O trabalho-peça-pedaço foi criado com o objetivo de se infiltrar nos espaços, permitindo que ele dialogue com diferentes realidades espaciais e técnicas. O trabalho é concebido pelo coletivo Mundé, com a performance de Nicolle Longobardi que também assina o argumento do trabalho.

 

Mundé é um coletivo de artistas do teatro, da música, dança, artes plásticas e estudantes das ciências humanas que buscam um diálogo constante entre essas áreas com suas diversas propostas estéticas, tendo como meio de expressão uma linguagem que passeia entre o teatro físico e a performance.

 

As questões suscitadas a partir da política de nosso tempo, norteiam nossas pesquisas, resultando num acontecimento. Há três anos o coletivo vem realizando algumas iniciativas como: Eu não posso mais calar (estreada em Março de 2015 escolas do Município de SG), Orobô (2015), “Dama in Vitro”, primeiro trabalho do coletivo, teve sua estreia em Dezembro de 2014, na mostra Teatro de Cama, no Vidigal/RJ e em 2016 participou do FITU (Festival Integrado de Teatro da Unirio), Dentro de mim, a cidade que teve sua primeira apresentação no SESC/SG e soma hoje um repertório de mais de 20 apresentações entre 2015/2017.

 

Sinopse

 

Trazendo o espectador para dentro de sua casa-ventre, a mulher em trapos perambula. Parindo mulheres, arquétipos do feminino, ela caminha dentro e fora da redoma de vidro destinada há séculos a quem não é macho-branco-europeu. A atriz-performer é veículo motivador da presença de mulheres que já foi ou que poderia vir a ser um dia, descortinando os espaços destinados à mulher diante da opressão patriarcal.

 

Ficha Técnica
 

Nicolle Longobardi: Atriz-performer
Fernando Porto: Músico e Orientação Cênica
Ambientação: Jamille Almeida, Jovian Vianna e Reinado Dutra
Fernanda Fernandes e Jamille Almeida: Produção
Jamille Almeida: Designer

 

Serviço

 

5 e 12 (sábado) de agosto, às 20h.

Ingresso: R$ 20 / R$ 10

 

DIÁRIO

 O espetáculo Diário é uma adaptação livre do conto O Diário de um Louco, do escritor russo Nicolai Gogol, que traz ao público uma reflexão sobre a loucura, abordando conceitos e situações baseadas em fatos reais, aproximando o espectador da realidade de um doente mental, repensando assim, a situação do mesmo como cidadão.

 

Mostra-se o extremo entre a lucidez e os nossos delírios através das situações em que a  personagem está inserida. O ser humano é colocado em questão. Através de uma personagem esquizofrênica tenta-se externar o que há de mais profundo em cada um, o que há escondido e que deve ser exposto e qual o nosso limite para ultrapassar a sanidade que a sociedade nos impõe.

 

Em cena, encontra-se um corpo que não obedece mais às injunções sociais, que está entregue ao delírio, à invenção, a quase improvisação, sempre antissocial, um corpo liberto de formas com movimentos soltos, como se fosse uma “pintura abstrata”, um borrão. Um corpo que cria um mundo novo para fugir da realidade que é muito terrível para si, que sai da realidade sofredora, do não amado buscando uma nova realidade.

 

Sinopse

 

 “Que é que te faz imaginar que não há, além de ti, nenhuma pessoa decente? Suspeito há muito tempo que o cachorro é mais inteligente do que o homem.  Por toda parte, tudo o que há de melhor no mundo é para fidalgos da corte ou generais. Pois o que esses patriotas querem são rendas e nada mais! Vendem a mãe, o pai, o próprio Deus, por dinheiro; são uns ambiciosos, uns vendilhões de Cristo! O inglês é um grande político. Insinua-se por toda parte”.

 

Ficha técnica

 

Concepção, direção e interpretação: Diego Carvalho

Colaboração: Maria Inês Galvão

Direção artística e iluminação: Vitor Hugo

Direção musical: Caio Souza

Direção de movimento: Mariana Gomes

Direção de arte: Laura Storino

Assistência de cenografia e figurino: Flávia Cristino

Orientação de montagem: Vinícius Lugo

Fotografia: Thiago de Paula

Direção de produção: Diego Carvalho, Vinícius Lugon e Vitor Hugo.

Produtor de acessibilidade: Pablo Amorim

 

 Serviço

 

19 e 26 de agosto, às 20h.

Ingresso: R$20 (inteira) / R$10 (meia)

 

 

 

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