Cabo Frio: Educação faz greve de 72 horas

10.06.2017

 Os servidores municipais da Educação aprovaram em assembleia na noite ontem, uma paralisação de 72 horas nas atividades a partir de segunda-feira. A categoria reclama o atraso nos pagamento do salário de maio, sobretudo dos contratados. O quinto dia útil do mês, data estabelecida para  honrar o compromisso foi na quarta, dia 7. O governo acenou com uma proposta de postergar o pagamento dos contratados ao fim do contrato, dentro de dois meses, mas ela não foi bem recebida pelos trabalhadores. Além disso, o prefeito Marquinho Mendes (foto) afirmou que vai apresentar um reparcelamento das dívidas referentes aos atrasados dos últimos dois anos que ainda não foram pagos.

 

Na assembleia, também ficou definido que será feito um novo ato em frente à prefeitura, seguido de caminhada pelas ruas da cidade, na segunda-feira, a partir das 9 horas. O calendário de manifestações terá ainda o acompanhamento da sessão da Câmara na terça  e panfletagem no Largo de Santo Antônio, seguida de assembleia, na quarta . Fora isso, será feita uma campanha virtual contra os vereadores nas redes sociais. 

 

Após reunião com representantes dos servidores da Saúde e da Guarda Municipal, o prefeito Marquinho Mendes (PMDB) se comprometeu a apresentar um reparcelamento dos salários de 2015 e 2016, ainda não quitados, nesta segunda. As categorias já marcaram assembleias para debater a proposta.

 

O prefeito explicou que a renegociação não era o imaginado, mas relembrou que muitas folhas foram quitadas no período de maior arrecadação do Governo Municipal. Além disso, ele relembrou que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está bloqueado.

 

“Não posso prometer aquilo que não tenho como cumprir. Nossa arrecadação não corresponde à divida que temos. Já avançamos muito em relação às pendências deixadas pelo ex-prefeito, mas, as que ainda restam, estamos nos esforçando ao máximo para honrar. Vamos pagar a todos, mas preciso da colaboração de vocês”, – disse Marquinho.

 

Na última quinta-feira (9), o prefeito também se reuniu com o Sindicato Estadual Profissional da Educação (Sepe) e as explicações não foram bem recebidas pela categoria. Os servidores esbravejaram nas redes sociais pelo descumprimento do acordo judicial feito entre as partes.

 

No entanto, a Educação, que tem verbas exclusivas enviadas pelo Governo Federal, está com os pagamentos mais adiantados. Os concursados tiveram o salário atual depositado dentro da data de vencimento. O governo afirmou que a equiparação dos salários com os contratados inflou a folha.

 

pôs uma folha suplementar para quitar a diferença ao final dos contratos.

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