Pezão escapa do impeachment, dá canetada e aumenta o desconto previdenciário do servidor


foto Thiago Lontra/divulgação ALERJ


Como governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB) vem demonstrando que é incompetente, mas como articulador político está surpreendendo. Quem pensava que seria afastado da cadeira nº 1 do Palácio Guanabara se enganou. Os oito pedidos de impeachment protocolados na Assembleia Legislativa (ALERJ) contra Pezão foram enviados para os arquivos do Palácio Tiradentes-Rio, após a assinatura da papelada pelo presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB). A decisão será publicada na segunda-feira no Diário Oficial do Estado.


Os oito pedidos de impeachment foram protocolados no período 23015-2017, pela bancada do PSOL, pessoas físicas, pelo deputado Flávio Bolsonaro (PSC), pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE) e pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.


O vento nos últimos dias começou a soprar favorável para os lados do governador. Em Brasília assistiu no Congresso a aprovação do tão sonhado Plano de Recuperação Fiscal dos Estados, que beneficia o Rio de Janeiro e, logo depois, festejou a aprovação pela ALERJ, do aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% que faz parte do seu “Pacote de Maldades”.


Aliás, Pezão não perdeu tempo e sancionou na noite de ontem o aumento da alíquota previdenciária dos servidores estaduais.. O texto será publicado na edição de segunda-feira do Diário Oficial do Estado e começará a valer em 90 dias, caso os salários dos servidores, inclusive o 13º estejam em dia.

Com esta etapa concluída, o estado iniciará na terça-feira a última fase para adesão ao plano de recuperação fiscal, com a votação do texto do regime, que precisa ser referendado pelos deputados estaduais, e o projeto de alteração das regras da pensão. Deve ser aprovado porque Pezão tem maioria na Casa.


A Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores do Rio também não perdeu tempo e protocolou ontem na Justiça, pedido de liminar alegando que a lei é inconstitucional. Começa aí mais uma guerra judicial.


Vamos aguardar para ver como essa novela vai acabar. Enquanto isso, os salários dos servidores continuam atrasados e o Estado praticamente parado com suas contas bancárias constantemente bloqueadas pela Justiça. Para pagar os servidores, fornecedores e empréstimos contraídos com a União.