O brasileiro é tão bonzinho ...

 

Confesso que estou ainda meio tonto com certas coisas que li nos jornais, vi nos telejornais e ouvi nas rádios nas últimas 48 horas. A sensação de impunidade continua predominando neste país de sereno verde-amarelo, como dizia o saudoso amigo colunista do jornal Última Hora, Roy Sugar.

 

Primeiro foi a fisionomia de arrogância do ex-presidente Lula, olhando de cima para baixo, ao depor em Curitiba, ao juiz Sergio Moro. Mesmo aparentando nervosismo, mexendo o tempo todo no ralo bigode e colocando a culpa na falecida, o metalúrgico aposentado aproveitou para fazer campanha política. Se não surgirem provas contundentes, se não for condenado pela justiça, Lula será eleito presidente da República em 2018 fácil,  fácil, logo no primeiro turno.

 

Depois veio o caso de Suzane von Richthofen, que mandou matar os pais e foi condenada a 39 anos. Como tem bom comportamento na cadeia (como se fosse algum favor), Suzane está em regime semiaberto,  deixou temporariamente a Penitenciária Santa Maria Eufrásia, em São Paulo, para curtir o Dia das Mães. Ué, ela não mandou matar a própria mãe? Vai passar o domingo visitando o túmulo da mãe  ou vai levar rosas para a futura sogra?

 

O ar de impunidade continuou. A marqueteira do PT, Mônica Moura (foto), em seu depoimento na justiça, também pela Operação Lava Jato, parecia que estava num bate-papo descontraído, tomando umas cervejinhas com os amigos num bar qualquer. Gesticulava muito, ria muito e mandou bala contra a ex-presidente Dilma e outras figuras carimbadas petistas. Depois foi para casa, já que pagou com dinheiro da corrupção a sua fiança.

 

Agora, a justiça dá um prazo de mais 3 dias para que o empresário Eike Batista, pague a fiança de milhões de reais se quiser responder o processo em liberdade. Acusado de corrupção, segundo o noticiário, Eike tinha pouco mais de R$ 130 mil  em suas contas (oficiais) bancárias e que foram bloqueadas pela justiça. Quem vai emprestar um dinheirinho pra ele?

 

Num programa de humor da televisão, na década 90, a atriz inglesa naturalizada brasileira Kate Lira, tinha um personagem que sempre terminava com o bordão “o brasileiro é tão bonzinho!”. E é, pelo menos é o que estamos assistindo, não é mesmo Dirceu, Bumlai, Monica e Suzane?

 

 

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