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Índice de negativados melhora em abril, mas número de devedores é reincidente

Rio de Janeiro, 25/5/2024

Por Redação GBNEWS

O Indicador de Recuperação de Crédito de Pessoas Físicas do SPC Brasil, uma pesquisa em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que acaba de ser divulgada, mostra que houve crescimento de 1,99% do total de endividados do país que conseguiram quitar seus débitos entre abril de 2023 e abril deste ano. Por outro lado, a pesquisa mostra que no mês passado, do total de negativações, 84,52% foram de devedores reincidentes, isto é, que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis, que faz parte da CNDL, vê com preocupação a reincidência da inadimplência e a redução de negativados de forma lenta no país.

 

“São dois pontos cruciais em uma análise socioeconômica e cultural da população. A pessoa quer pagar suas dívidas e recuperar o crédito e se esforça para isso negociando, parcelando e seguindo esse compromisso, mas por outro lado, com alta de preços de itens básicos, principalmente alimentação e remédios, acaba deixando essas contas em atraso ou mesmo não sendo negativado, atrasando pagamentos de bens duráveis. O país teve uma importante melhoria no mercado de trabalho, nos juros e na inflação, mas precisa melhorar em renda à população. Os preços dos itens de cesta básica, por exemplo, ainda são altos e comprometem o orçamento”, aponta o presidente da CDL Petrópolis, Cláudio Mohammad.


Os dados do indicador de recuperação de crédito mostram que nos 12 meses encerrados em abril de 2024 houve crescimento de 1,99% no número de consumidores que conseguiram sair das listas de negativados. A pesquisa mostra a evolução do número de consumidores que deixaram os cadastros de inadimplentes por terem realizado o pagamento das suas dívidas em atraso. São utilizadas as informações de saídas de CPFs das bases às quais o SPC Brasil tem acesso. Em conjunto com os dados de reincidência, esses dados permitem melhor monitoramento da inadimplência no país, que atinge cerca de 41,82% da população adulta.

 

“A quantidade de devedores por si só mostra que é preciso ação do poder público para melhorar a renda e manter preços estáveis e também uma mudança na cultura do brasileiro que não tem acesso à informação de planejamento financeiro, muitas vezes não se atenta para a cobrança de juros nos cartão de crédito e acaba em um ciclo sem fim de pagamento de débitos ou em boa parte dos casos, perde o acesso ao crédito”, aponta Cláudio Mohammad.

 

Reincidência acontece, em média, após 2,6 meses do primeiro atraso

Muitos consumidores têm dificuldade em se manter fora dos cadastros de negativação. Dados da pesquisa CNDL e SPC Brasil apontam que em abril de 2024, do total de negativações, 84,52% foram de devedores reincidentes, isto é, que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses.

 

Considerando o universo de devedores reincidentes, 59,28% foram de consumidores que ainda não tinham pagado dívidas antigas até abril e 25,24% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. O restante, 15,48%, não esteve com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não foram considerados reincidentes.

 

O indicador ainda revela que o tempo médio entre o vencimento de uma dívida para outra é de 77,5 dias, ou seja: depois de 2,6 meses (em média) de ficar inadimplente, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

 

Os dados do indicador mostram que, nos últimos 12 meses encerrados em abril de 2024, houve uma queda de 6,07% no número de devedores reincidentes, aqueles que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes no período analisado. A comparação é com os 12 meses anteriores.

 

“Os números deixam claro questões como a vontade de sair da negativação e o esforço para isso e o vai e vem no cadastro. É um looping que consumidores e famílias vêm vivendo. É preciso uma união de esforços para modificar esse cenário, um problema que envolve a todos, agentes público e privados pelo caráter social, de qualidade de vida e para fazer girar a economia”, defende Cláudio Mohammad.

 


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